terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Ainda existe um por do sol nesse dia que não finda !





Sabemos que estamos em diversos pontos
e lugares do planeta, que estamos diante
daqueles cenários que decidimos estampar
as nossas histórias...
E assim, constatamos em cada trecho dos nossos
percursos, os efeitos produzidos pelas nossas escolhas...
A porção que nos cabe, nos identifica como parte.
E nesse mágico processo de trocas percebemos
que a impermanência dos seres nos conduz ,
inevitavelmente, a necessidade vital da
complementaridade.
Nunca teremos tudo, nunca seremos tudo
e nem nos bastaremos.
Ser parte tem o mágico poder de fortalecer as
essências do inteiro que mesmo assim, nunca
alcançarão a plenitude que desejamos !
Que bom ter essa constatação , diante das manhãs
que surgem em cada estação.
Assim, nunca teremos certezas absolutas
nem a antecipação dos fatos que a história contará.
Poderemos viver a intensidade de cada coisa,
significando-a , no momento certo, sem perdermos a
chance "do aqui e do agora."
Não poderemos achar que todos os invernos serão
aquecidos pelo calor dos afetos, que os outonos
continuarão presentes nas doces e nostálgicas
lembranças, dos momentos que marcaram os
encontros mais que inesquecíveis, dos verões que
virão e se repetirão para dar conta dos desejos
que transbordam dentro da gente.
Mas, as Primaveras , sempre, simbolizarão novos despertares que
farão florescer a esperança por dias melhores, incessantemente !
Não teremos tudo, talvez, um pouco mais, pelo esforço empreendido,
mas totalmente conscientes de algo maior que nos impulsione para
horizontes possíveis com cheiro de realidade!
Se não somos inteiros, precisaremos ser parte ativa dos processos
que tornam as praças, um ponto de encontro, para se plantar sonhos
de justiça, paz, igualdade e dignidade.

Em sonhos como esse será preciso sensibilidade para ser plural.
Nós territórios do sentimento será preciso encarar o amor como
algo que chega e soma desejos que, por sua vez, se multiplicam
incondicionalmente!
Quem poderá garantir a eternidade de sentimentos e desejos ?
Somos inteiros, quando, desejamos amar e assumir os sonhos e os compromissos que colocamos no mundo ! Inteiros para desistir, inteiros
para recomeçar, se for preciso!
Nunca se tem tudo porque a sede do querer costuma ser inesgotável
e nós, ainda, não aprendemos a amar incondicionalmente !

Onde estará esse "ser" que ama, singularmente, diante de tantas
pluralidades?


Boas e renovadas emoções para timbrar , especialmente, as suas
estações em 2015 !

Lis Lisboa .

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Eu vim parar na Beira do Cais !




"Eu vim, vim parar na beira do Cais.
Onde o fim da tarde é lilás !
Onde a estrada chegou ao fim.
Onde, o mar arrebenta em mim,
O  lamento de tantos ais..."



Restos de um tempo que ficará para trás,
Exige-me auroras, sedutoramente instigantes!
É, está despontando, por ai , um tufão de emoções
que não poderá me esperar, indefinidamente, nem
arrancar , abruptamente, os sonhos que guardei
dentro de mim...
Precisarei perceber que a brisa mudará, a partir
daquilo que eu conspirar para que aconteça,
em um ponto qualquer do universo,
"onde o fim da tarde é lilás "...
Com certeza, isso ficará para que a minha  sede
de novos despertares, aponte-me a direção ...
Porções hipnotizadoras de felicidade poderão 
estar ao meu alcance, quando eu passar a
velejar , sabiamente, sobre os meus próprios sonhos.
Se eu permitir que as ondas me surpreendam, elas
levarão toda a minha  sede de buscas e fontes de
renovação interior.
Mas, por que essa sede de certezas mais que
absolutas ?
Esse sol que brilha sobre o  planeta desconhece
a plenitude das certezas e de antigos contratos com
matizes de um eterno e ardente estado de êxtases...

O tempo voa contando historias que , às vezes,
cria heróis ou  marinheiros de primeira viagem...
O trem das minhas buscas está a todo vapor e nem
por isso, a hora de cada chegada,  permite-me
contemplar o por do sol , nesse dia que não finda...

As emoções mais sublimes têm sido tâo tênues...
Cada dia tem levado,  precocemente, as mais 
doces expectativas...
Antes, de desistir de tantas coisas que estão tão distantes
de mim, precisarei saber qual é o valor que cada uma 
delas possui , em meu acervo de prioridades.
Se eu tiver que lutar por coisas mais difíceis de serem 
alcançadas terei que conhecer o caminho mais viável 
para encontrá-las, sem que para isso , eu precise jogar
o mundo de pernas para o ar ou que necessite invadir
os territórios secretos de quem chegou primeiro e pôs , 
ali, a sua bandeira de privacidade !
Os meus sonhos não poderão invadir, a qualquer custo,
os sonhos que alguém sonhou, sem que eu exercite a 
minha capacidade de sonhar junto, de ser parceira 
numa viagem de conexões instigantes que, certamente, 
me tornarão um alguém bem melhor do que eu  possa
achar que tenha sido, até então...
O tempo tem passado com suas ferramentas mais que
misteriosas...
Repito, tem passado mesmo...
Quase sempre, vem como um raio de luz que logo se 
perde dentro do meu olhar...
Adoro brincar de esconde - esconde e costumo demorar
para desapegar-me das lembranças, mais que inesquecíveis... 
Será que dá pra romper definitivamente com o passado?
Criei tantas histórias , por lá... Acho que deixei as chaves
de casa,  no vaso da porta da frente !
Na verdade , eu cresci e hoje percebo que "a paz invadiu
o meu coração"...
Ah! Como fica dificil seguir pela vida , diante das ameaças de
bombas e balas perdidas...
Como fica dificil pintar um jardim com todos os sonhos que
um dia sonhei para mim, para o mundo, enfim...
Não dá pra seguir, não dá pra velejar, não dá pra sonhar, não
dá pra seguir sozinha, por ai...
Não dá pra conjugar o singular, se tudo que mais amo mora
dentro do meu coração, tão plural...
Em  um mundo desigual , sonhar com a Paz, poderá ser real,
pois, somos muitos, afinal.

Lis Lisboa





















sábado, 22 de novembro de 2014

O que se ganha com a separação ?


Salvador, 14/12/2013.


O que se ganha com a separação ?  

Estamos nos acostumando com as noticias, sobre as
pessoas que acabaram de separar-se, após, uma linda
festa de casamento ou de uma união que tinha tudo para
dar certo, mas que finalmente, chegou ao seu capitulo máximo
de intolerâncias e incompatibilidades.
Entretanto, estamos estranhando, quando, algumas pessoas dizem
que estão firmes no propósito de permanecerem juntas, até que a
 morte as separe...
Por que os flashes do tempo nos  permite fazer essas leituras?
Aquelas coisas que sempre foram consideradas  estruturalmente
corretas , hoje estão demodê e as que eram condenadas por séculos
passaram a ser escancaradas, sem qualquer espanto e indagação...
O que mudou, até aqui?
As pessoas, as convenções ou a maneira de amar de cada um?
Percebo que cada um dos itens, perdeu ou sofreu um grande
solavanco  em sua estrutura...
O que se perde, o que se ganha com todas essas mudanças implacáveis
que o tempo nos atirou abruptamente?
Para alguns, será a grande chance de repensar outras estratégias para
dar uma reviravolta na rotina e, partir para outra ou tantas outras...
Para outros, será o X da questão:

Onde, foi que a coisa desandou?
O que eu quero fazer agora?
Onde ficará esse imenso acervo de coisas tão importantes das
nossas vidas?
Onde fica a próxima estação de certezas , de sonhos e emoções tão
sedutoramente compartilhadas?
Para que lado fica o amanhã?
Onde, parei de escrever a nossa história?
Deverei correr atrás das borboletas ou perceber que, ainda, existe tempo
para cuidar do nosso jardim?
Quem sabe elas voltem mais sedentas de ternura e compreensão?
Será que valerá à pena,  mais uma vez, adubar esse solo tão castigado
por tantas incompreensões e decepções?
Não seria, mais fácil  virar  essa página e recomeçar a plantar outras
sementes, longe daqui?

Lis Lisboa





sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Quem cuidará das minhas Hortênsias?





 


 




Salvador, 15 /08/2014

Surgiu , repentinamente, um motivo superior
a minha vontade, para viajar e deixar as coisas
que eu mais amo, sem uma atenção especial...
Estou tensa e preocupada com a fragilidade
das minhas Hortênsias.
Não é difícil cuidar delas, mesmo sendo tão
delicadas...
Elas são tranquilas, serenamente leves e brandas
 no dia a dia, apesar da poeira e do calor
que as vezes, as torturam demasiadamente.
Mas as nuances de seu azul, logo se recompõem
nos aquecendo surpreendentemente...
São, naturalmente, sofisticadas e a sua beleza
é exuberantemente simples e perfeita, mesmo
sendo espaçosas , quando encontram um solo
adequado e acolhedor...
Eu queria saber e ter a certeza de que elas ficarão
bem e que não perderão o seu viço com a minha partida.
Acho que logo precisarei dividir esse carinho com alguém
muito mais que especial para essa tarefa...
Bastará olhá-las e retribuir com leveza a certeza das boas
trocas , mesmo quando o nosso mundo fica de pernas
para o ar e sem brilho , totalmente, imerso na escuridão.
Bastará olhá-las com esse amor gigante que está tão sufocado
que não encontra esperança pelos caminhos por onde tem passado.
As Hortênsias e outras flores estarão em nossos jardins íntimos e
pessoais , sempre que as ameaças turvarem os projetos que
precisarão florescer , em todos os contextos e sonhos que sonhamos !
Como estou prestes a partir , no voo da meia noite, preciso
ter a certeza de que nos primeiros raios de sol, alguém cuidará
das Hortênsias para mim...

Quem poderá fazer isso por mim e por elas ?
Eu sei que posso contar com a sua generosidade
e parceria, verdade, não ?

Lis Lisboa  

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Um Lugar Chamado, Esperança !


                                        http://youtu.be/0FFbolor4Sc

Notting Hill/17/06/2014
Notting Hill , 17/07//2014

Quero muitos dias de sol
para a vida que só nos tem
mostrado, chuvas torrenciais,
tardes frias e imagens que o
tempo poderia adormecer.
Quero um lugar com cara de
felicidade, livros coloridos com
chamas ardentes de "amores
eternos", baladas românticas,
chuvas de arroz,  despontar de
infinitas manhãs, crianças soltas,...
Seria um lugar chamado, "Notting
Hill" ? 
Com todo charme , sutilezas e alquimias
dos corações borbulhantes de poesia e
romance...
Adoro passear nessas avenidas e saborear
essas fantasias que moram inconfessavelmente
dentro da gente...
Um lugar seguro, leve e sem barulho,
distante de tudo que apresse e incomode
a delicadeza sutil de ser feliz entre o simples 
e o sofisticado prazer de ser  gente 
que sonha e ama tudo que acontece,
quando a vida não ameaça nem nos exige
janelas cerradas e portas fechadas
sem luz , alegria e emoção.
Corações partidos necessitam encontrar,
desesperadamente, endereços mais que
especiais para reconstruirem dias amenos
em tempos de liberdade e esperança , sem
a incerteza de terem chegado tarde demais...

Lis Lisboa

domingo, 20 de outubro de 2013

Geminianos, continua valendo !!!!!!!!!

























 Salvador ,  Maio de 2013...  (Adaptado para maio de 2015 )

Estamos fechando os encartes de Maio.
Tantas coisas movimentaram os dias desse período...
As chuvas se intensificaram entre os dias que já vinham secos.
As flores  em bouquets, ramos  e fitas de cetim chegaram
até as noivas, coloriram o dia das mães e até para mim, maio,
também chegou...
Ah! Maio!Maio! Maio!
"Já está no final ! Já, não, nos vemos mais...
Estamos longe demais... É hora de se mover...
A vida é mil vezes mais..."
Onde esquecemos as nossas histórias ?
Que rumo elas tomaram ?
Onde pararam para repensar?
Que final cada uma buscará  para si?
E eu ? Onde, deixei a minha vida dormindo,  tão distante de mim?
Do que eu vivo, agora, e do que viverei , tendo que seguir em frente?
Muitas pessoas que amo, estão em maio.
Muitas emoções que não confesso, nem sob ameaça, estão em maio  ...
Muitos amigos , que eu amo, estão em maio.
A minha irmã tão serena e amiga também está em maio.
Também, acendi uma luz mais que perfeita em Maio...
Catei conchinhas na praia, contei histórias para um monte de crianças,
cultivei um Girassol do tamanho do mundo em  um jardim de poesias
que desenhava a minha calçada, cheia de interrogações e sementes...

Especiais alquimias revelam os tons das estampas que eu produzi.
Hum! E as músicas que amo ouvir , os meus livros que não desgrudo...
Não posso pensar em final...
Nem distâncias nem tempos distantes...
Preciso do hoje, do aqui e agora...
Sem medo da chuva, do vento, das curvas, dos baques,  dos trancos,
de recomeçar...
Maio , já está em seu final, mas ainda tenho muito para viver!
Aliás, como não sei andar entre contornos lineares, precisarei de muito mais
cumplicidade, para mudar o texto  e talvez a letra  dessa música, que me permite
fazer um banquete para celebrar as alegrias, que a vida tem deixado em minha caixa postal.
Que tal um brinde para celebrar as ideias que prometem pintar e bordar entre  primaveras
radiosas que florescem em nossos jardins, em Maio , especialmente?
Aproveitem,  maio,  já está em seu final...  Mas, ano que vem... Dias de maio virão outra vez...
2015, 2018, 2020....

Lis Lisboa





sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Coisas que eu sei...






Salvador, 17/10/2013.

Todas as  vezes que pensei em remexer com um mundo de coisas que
guardei, a salvo do mundo, em um lugar distante que  chamo de "acervo
interior," pus um novo tom em cada canto, dei um novo brilho as imagens
que se misturavam no tempo e reconduzi sentimentos que somente , agora,
poderiam ser amplamente interpretados.
Sempre fui assim, levo muito tempo para descobrir os  significados das histórias
que merecem ser repensadas.
Aí, emoções inconfessáveis, eventualmente, marcam sessão de terapia.
Por isso, não tenho como descartá-las, totalmente, do meu presente.
Algum dia, pegarão um bronze de intencionalidades rebeldes...
Talvez, recebam alta, lá na frente.
Tem roupas que carregam trechos das nossas histórias, e mesmo sendo
consumidas pelos descartes do tempo, estampam-se em nítidos coloridos
e contornos no singrar das nossas lembranças...
Geralmente, costumo colocar na vitrine, aquilo, que continua em destaque
e merece ser compartilhado ,  mesmo que o "realce", se personalize, a partir
de um novo foco  ou ajuste.
Não ganhei peso com o tempo, nem perdi a esperança para  realizar alguns
sonhos , ainda,   engavetados, mas não esquecidos...
Foi assim que comecei a resgatar um sonho antigo, tirando de dentro do
meu memorial , um novo deleite para embrenhar-me pelos caminhos
delirantemente desafiadores da Psicanálise .
Avessos imprevisíveis fervilham à espera de temperanças surpreendentemente
instigantes.
Há coisas que eu sei...
Há muito para retomar, muito para aprender...

E, quando, remexemos,  a vontade de viver lateja, invariavelmente, dentro da gente...

"Às vezes dá preguiça, na areia movediça, quanto mais eu mexo, mais
afundo em mim. Eu moro num cenário do lado imaginário, eu entro e saio
quando estou afim..."

Lis Lisboa